quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Antigas canções

No meu canto cá estou.
As antigas canções acalmam aqueles que vivem...
vivem com o ardor das palavras que cegam os olhos.

Aprendemos com o museu da vida.
A melodia ainda toca.
Seria essa a única razão?

A melodia nos faz descer da realidade,
faz subirmos em nossas fantasias.

Pode alguém pensar no que escreve?
Não sairia tão verdadeiro.

No meu canto cá estou.
Tinta, folha...
Nunca escrevi com tanta pobreza em minhas frases.


Onde está a razão?
Estaria nesta melodia vos persegue?
Quero fantasiar outra vez.



Meu campo de esperança

A cada olhar de um pensamento secreto,
  faz acreditar que os ventos fortes não vem só para derrubar.

A cada olhar de um ciúme sedutor,
faz suspirar forte aquilo que há tempos sustentara.

Se em cada olhar em vosso peito
 brotasse uma linda flor,
em nosso deserto corpo
 nasceria um campo repleto de esperança.











Tudo parece calmo

Quando minha alma está repleta de solidão
eu procuro companhia na imensidão do céu.

E assim eu vou,
me perdendo nestes pontos brilhantes de luz.

Tudo parece calmo,
diante o vento que me confunde.

Tudo parece calmo,
quando é jorrada água em meus pensamentos.

A ilusão por bastante tempo fora meu afago.
Hoje, a carrego como fardo de meus desejos.

Tudo parece calmo,
quando a escuridão chega despercebida.

Tudo parece calmo,
quando folhas caem em uma noite de luar.

O silêncio não vem de meus lábios,
e sim de minh'alma.


Ando lentamente como se tivesse perdido tudo.
Sigo lentamente para não encontrar.

E assim,
tudo parece calmo.