terça-feira, 20 de março de 2012

Desilusões

Papel e caneta novamente.
O que devo dizer quando o mundo 
foge da realidade de meus olhos cor de gente?

Tudo que parece ilusão,
é oque faz os músculos de  rosto enrijecerem.

Tão perto,tão longe de ser oque se pensa.
Vibrante ficamos...
triste adoecemos.

Tufão de pensamentos insanos.
Versos tão fora de si.

 Papel e caneta novamente.
 O que devemos dizer quando nosso mundo
      foge da realidade de nossos olhos cor de gente?

Abstinência

Coração doi.
Ó filme triste que passa sem cessar.
Um vício sem cura creio eu.
E em abstinência cá estamos.


Cai,cai,cai...
gotas em  fotos.
E como doi!

Dizer :" -fique para sempre",
soaria bem melhor do que o meu : "-boa noite" .
 
Cai,cai,cai...
gotas em fotos.
Um vício sem cura creio eu.
Não podes abraçar forte,
não podes olhar.
Não podes porque doi.
 Ó filme triste que passa sem cessar.
 Um vício sem cura creio eu.
Não pode surpreender,
beijar sem pudor.
Mal pode observar.
Não pode, pois sabes que doi em você.
 Cai,cai,cai...
gotas em  fotos.
 
Dizer :" -fique para sempre",
soaria bem melhor do que o nosso : "-boa noite" .
E em abstinência cá estamos.
Um vício sem cura creio eu.



Vida, nossa grande incógnita

Onde foi parar as cores da juventude?
Tantos muros que derrubei, tantos muros  que construi.

Sim, viver é difícil!
Como um cálculo repleto de incógnitas.

O timbre da música alcança o sentimento de quem não ouve.

A criança alcança o balanço.
O pássaro alcança o ninho.

Eu alcanço...alcanço...alcanço...

Bonitas cores, onde estás?Eu ás alcanço.
As ouço como uma orquestra.

Sinto-a como uma brisa à balançar as folhas.

À balançar os fios de cabelo da criança.
À derrubar o ninho do pássaro.


E assim vos digo...
Viver sim, é um cálculo repleto de incógnitas.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Antigas canções

No meu canto cá estou.
As antigas canções acalmam aqueles que vivem...
vivem com o ardor das palavras que cegam os olhos.

Aprendemos com o museu da vida.
A melodia ainda toca.
Seria essa a única razão?

A melodia nos faz descer da realidade,
faz subirmos em nossas fantasias.

Pode alguém pensar no que escreve?
Não sairia tão verdadeiro.

No meu canto cá estou.
Tinta, folha...
Nunca escrevi com tanta pobreza em minhas frases.


Onde está a razão?
Estaria nesta melodia vos persegue?
Quero fantasiar outra vez.



Meu campo de esperança

A cada olhar de um pensamento secreto,
  faz acreditar que os ventos fortes não vem só para derrubar.

A cada olhar de um ciúme sedutor,
faz suspirar forte aquilo que há tempos sustentara.

Se em cada olhar em vosso peito
 brotasse uma linda flor,
em nosso deserto corpo
 nasceria um campo repleto de esperança.











Tudo parece calmo

Quando minha alma está repleta de solidão
eu procuro companhia na imensidão do céu.

E assim eu vou,
me perdendo nestes pontos brilhantes de luz.

Tudo parece calmo,
diante o vento que me confunde.

Tudo parece calmo,
quando é jorrada água em meus pensamentos.

A ilusão por bastante tempo fora meu afago.
Hoje, a carrego como fardo de meus desejos.

Tudo parece calmo,
quando a escuridão chega despercebida.

Tudo parece calmo,
quando folhas caem em uma noite de luar.

O silêncio não vem de meus lábios,
e sim de minh'alma.


Ando lentamente como se tivesse perdido tudo.
Sigo lentamente para não encontrar.

E assim,
tudo parece calmo.